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Evento Preparatório para o 1o Congresso Internacional Subjetividade e Cultura Digital

O evento possui a proposta de uma abordagem interdisciplinar  sobre a temática da juventude e cultura digital, e conta com pesquisadores de diferentes campos do saber: psicanálise, psicologia social, história, direito, educação, belas artes.

Programação:

8:30h- Abertura

9h – Palestra: Juventude e redes sociais no Brasil –

Fabio Senne (CETIC.Br/ SP)

Comentários: Nádia Laguardia de Lima (FAFICH/UFMG)

10h- Mesa Redonda 1: Amor, juventude e internet

O amor na era da internet: escutando adolescentes – Márcia Stengel (Psicologia/PUC Minas)

Notas sobre o filme Her – Jacqueline Moreira (Psicologia/PUC Minas)

A escrita do amor por adolescentes nas redes sociais – Nádia Laguardia de Lima (FAFICH/UFMG)

12h – Intervalo

13:30h- Mesa Redonda 2 Juventude e riscos na internet

Juventude e riscos na internet: indicadores nacionais – Vanina Costa Dias (FaE/UEMG)

Juventude, mídia e violência – Shirlei Rezende Sales (FAE/UFMG)

Cyberbullying: direito, justiça e política – Fabrício Veiga Costa (Direito/FPL)

15:00h- Mesa Redonda 3 – Juventude e jogos digitais

No mundo do Pokémon Go: os jogos ensinam melhor que as escolas – Regina Helena Alves da Silva (FAFICH/UFMG)

Conversando sobre os jogos digitais com os adolescentes – Helena Greco(FAFICH/UFMG)

Criação de Jogos digitais – Marcelo La Carreta (PUC Minas)

16:30h- Intervalo (café)

17:30h – Mesa Redonda 4 – Escritas e invenções nas redes sociais virtuais

Juventude, maternidade e blogs – Patrícia Shalana Albertuni (PUC Minas)

Adolescentes e facebook – Evandro Ornelas Mineiro (PUC Minas)

Adolescência e saber no contexto das tecnologias digitais: há transmissão possível? – Daniela Viola, Juliana Tassara (FAFICH/UFMG)

Inscrições Aqui!

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XX Jornada da EBP-MG JOVENS.COM – CORPOS E LINGUAGENS

A juventude entra em questão, particularmente, para a psicanálise, quando os comportamentos, as atitudes, os sintomas e os modos de gozo dos jovens se desviam do padrão da sociedade adulta ou das normas juvenis criando toda sorte de conflitos, crises e demandas sociais de enquadramento dos jovens. Na XX Jornada da EBP-MG, “jovens.com: corpos e linguagens” abordaremos a Juventude através do corpo, do gozo e da linguagem, sob cinco eixos, a saber: I. A socialização sob o uso do sintoma; II. Os jovens e seus corpos; III. O saber do jovem; IV. Despertar da primavera e sexuação; V. Todos jovens! 

O evento se realizará nos dias 02 e 03 de setembro de 2016.

Para mais informações clique Aqui!

Ocupando a Futuridade

O doutor em Ciências Sociais, Giovanni Alves, escreveu para o blog da Boitempo sobre as ocupações nas escolas em São Paulo:

“O movimento social da juventude insurgente contém um significado radical: a re-apropriação democrático-radical do espaço escolar. Indo além de sua imediaticidade política, o movimento de ocupação das escolas públicas pelos estudantes secundaristas é efetivamente uma crítica radical dos protocolos estranhados da gestão escolar em suas múltiplas dimensões.”.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui!

CARTA ABERTA SOBRE A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) vem por meio desse comunicado saudar o esforço do Ministério da Educação na consulta pública aberta para a avaliação da Base Nacional Curricular Comum. É sabido que, historicamente, os documentos norteadores da Educação foram produzidos de forma vertical pelos governos e implementados sem a consulta da sociedade civil. Tal prática foi recorrente inclusive nos últimos documentos produzidos após a promulgação de 1988 que prevê a ampla participação social nas decisões do Estado. A participação da sociedade civil nas decisões é importante pressuposto não somente democrático, como também de inovação das políticas públicas que querem atender às demandas da população, vide as experiências positivas do orçamento participativo no Brasil.

Acreditamos que a consulta virtual reflete a importância que as novas ferramentas tecnológicas possuem nos dias de hoje. Entretanto, defendemos que ela é um iniciador no processo de consulta nacional que precisa ser referendado e discutido em âmbito nacional.

Em se tratando de discussão de caráter nacional, sobre tema cuja produção científica no Brasil é vasta e profícua, estranhamos que o documento não apresente nenhuma referência bibliográfica para a compreensão dos pressupostos teóricos e epistemológicos sobre Educação e currículo. Quais os critérios envolvidos na seleção dos temas e na escolha dos especialistas que construíram a Base Nacional Curricular Comum?

Ainda, sobre a proposta inicial da Base Nacional Curricular Comum nos perguntamos em que medida ela atende a Declaração de Salamanca e outros documentos produzidos anteriormente sobre propostas educativas os quais o país é signatário? Como incluir a discussão do acesso e inclusão da educação das pessoas com deficiência e necessidades especiais para além das práticas recorrentes?

Na esteira dos questionamentos, como garantir a efetividade das discussões da transversalidade de temas como gênero, raça, etnia, orientação sexual, entre outros? E como poderemos pensar no acesso à Educação de alunos em contextos diferenciados, como os em situação de rua e vulnerabilidade social, os ciganos entre outros?

Compreendemos que tais itens são essenciais na discussão de uma Base Nacional Curricular Comum, já que implicam em formação e financiamento da Educação pública.

Essa discussão deve ser ampla, e sua ausência abre espaços para a precarização e privatização dos sistemas públicos de Educação. A experiência dos anos de avaliações nacionais demonstram que, em muitos casos, há inversão na compreensão dos objetivos dessas avaliações que passam de ferramentas diagnósticas para instrumentos de classificação e mensuração de produtividade.

Como garantir que a adoção de uma Base Nacional Curricular Comum possa ser efetivamente instrumento de garantia do direito à Educação e positiva para os profissionais na Educação e educandos do sistema? Como problematizar a capitalização da Base Nacional Curricular Comum pelas empresas de Educação que produzem sistemas de ensino apostilados adotados por diversos municípios brasileiros que cerceiam a autonomia dos Planos Políticos Pedagógicos das escolas? Essa discussão implica no necessário questionamento sobre por quem e com quais materiais os professores serão capacitados e a Base Nacional implementada.

As brechas apontadas podem ser minimizadas com ampla discussão de todos os atores e profissionais da Educação envolvidos no processo. Uma Base Nacional Curricular não pode ser discutida apenas online, e com o prazo exíguo que o Ministério tem impingido à sociedade civil para se manifestar a respeito. E é nesse sentido que solicitamos que a consulta prossiga e possa ser aprofundada, para além do fórum virtual, em fóruns presenciais em 2016. Queremos que se convoquem imediatamente conferências municipais, estaduais e nacional para que os partícipes da comunidade escolar possam efetivamente discutir documento de tamanha importância. Assim, como ocorreram nas conferências de educação anteriormente para discussão do Plano Nacional da Educação, solicitamos um calendário que abarque conferências com etapas municipais (entre fevereiro a abril), estaduais (abril a junho) e nacional (julho).

Aproveitamos o momento para convocar as entidades e pesquisadores das áreas de Educação no engajamento político para a construção de uma Educação promotora de uma sociedade na qual o direito à diversidade seja fundante.

O silêncio dos atores engajados na defesa de uma Educação laica e promotora dos direitos humanos abre espaço para visões retrógradas de educação, as quais repudiamos veementemente.

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Mogi das Cruzes

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